quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ortodontia - Quando e por que?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a má-oclusão (dentes tortos) como o terceiro maior problema odontológico de saúde pública em todo o mundo.
                A Ortodontia é a especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos cedo, devido à cárie ou a doenças da gengiva. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.
                 O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.
                Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?  
                Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento da maxila e da mandíbula. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.       
                Qual a melhor idade para uma consulta com o Ortodontista ?
                A partir dos seis e sete anos já é uma boa idade para a avaliação da dentição. Uma consulta nesta idade permite que o Ortodontista planeje qual a melhor época de iniciar o tratamento. É importante saber que podemos colocar aparelho Ortodôntico em qualquer idade. Também é muito bom saber que os problemas de dentes tortos são mais fácil e rapidamente tratados durante a fase de crescimento.
Estudos indicam que os ossos da face também crescem em função do seu uso, ou seja, quando mastigamos bem os alimentos promovemos um correto e harmonioso crescimento dos ossos do rosto. Até os 5 anos de idade o rosto cresce quase o seu tamanho final, assim, é durante a 1ª infância que se encontra a importância de uma correta mastigação, bem como evitar chupar dedo ou chupeta para prevenir problemas  no futuro.
                Como saber se preciso de um ortodontista?
Apenas seu Dentista irá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico.
Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:
Sobremordida, algumas vezes chamada de "dentes salientes" - acontece quando os dentes superiores se encontram  muito mais à frente que os dentes de baixo.
Mordida cruzada anterior - uma aparência de "bulldog. Quando a arcada inferior está  muito à frente em relação à arcada superior.
Mordida cruzada - ocorre quando a arcada superior não encaixa na arcada inferior ao morder normalmente.
Mordida aberta - quando existe um espaço entre as mordida dos dentes anteriores ou laterais.
Desvio de linha mediana - ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
Diastema - falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
Apinhamento - ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária.
                Aparelhos ortodônticos causam manchas ou cáries nos dentes?
                Não. Estes problemas só ocorrem nos pacientes que não tem uma boa escovação durante o tratamento. Todos os pacientes recebem instruções sobre como fazer a limpeza dos dentes e do aparelho e como manter uma alimentação adequada durante o uso dos aparelhos.               
                Qual o melhor: aparelho fixo ou aparelho removível ?
Os dois tipos de aparelho funcionam bem desde que corretamente indicados. Normalmente os aparelhos removíveis são usados quando ainda temos dentes de leite na boca. Por outro lado o paciente que utiliza o aparelho fixo deve tomar maior cuidado com a alimentação e com a higiene bucal.
                É necessário extrair dentes permanentes?       
                Algumas vezes a extração de dentes permanentes se faz necessária, principalmente naqueles casos em que há falta de espaço para a acomodação de todos os dentes no arco. O resultado deve ser um perfil harmonioso, agradável, com lábios contactados, sem esforço muscular e perfeita harmonia dentária. Quando bem indicadas, as extrações não trazem prejuízo algum ao paciente.
                Existe a possibilidade de os dentes retornarem à posição original após tratados?         .
                À posição original, não. Podem ocorrer pequenas acomodações pós-tratamento, que podem estar ligadas ao crescimento e às alterações funcionais. Essa tendência é normalmente bem controlada e minimizada através de um bom planejamento, de perfeita execução da técnica ortodôntica, bem como da utilização correta dos aparelhos de contenção.
O  Tratamento Ortodôntico pode   apresentar-se com quatro fases:
                1.Fase Preventiva
                2.Fase de Interceptação
                3.Fase Corretiva
                4.Fase Reabilitadora

                 A primeira fase, chamada PREVENTIVA, abrange a idade de 3 a 6 anos. Na verdade não é possível prevenir ortodonticamente nenhum caso, mas existem procedimentos que, sendo realizados, são capazes de reduzir ou evitar a severidade do problema ortodôntico, já detectada nesta fase.
                A segunda fase, na dentição mista – período de 7 a 10 anos – é geralmente referida pelos ortodontistas como fase de “Interceptação”; outros preferem o termo INTERCEPTATIVA. Nessa fase procura interromper o desenvolvimento dos dentes tortos ou direcionar a troca correta dos dentes de leite pelos dentes permanentes.           .
                A terceira fase, chamada de CORRETIVA. No sexo feminino essa fase tem início mais ou menos aos 11 anos e termina aos 14, ao passo que no masculino abrange um período mais amplo de 11 a 17 anos. Ela apresenta como fator positivo a fase de crescimento aliado ao tratamento.           .
 Sabemos que o sexo feminino, em média aos 14 anos apresenta o completo crescimento da mandíbula. Por outro lado, o sexo masculino tem sua fase de maturação mandibular mais tardia – por volta dos 17 anos. Na Ortodontia, toma-se como ponto de partida para o tratamento a regularização da mandíbula, para depois relacionar a maxila.             .
                Desta forma é correto pensar que a mulher aos 14 anos e o homem aos 17 anos são considerados esqueleticamente adultos e, portanto, sem crescimento significativo.            .





                Por fim, a quarta fase, conhecida como REABILITADORA. É totalmente voltada para o Tratamento Ortodôntico do Adulto, quando não se considera mais o crescimento ou alguma outra alteração fisiológica significativa. Nesta etapa a meta principal é reabilitar as arcas dentárias. Pode também, se for o caso, prepará-las para a fase protética. O tratamento Ortodôntico do adulto pode ter a finalidade de reabilitar deficiências, melhorar o aspecto estético, reconstruir perdas ou falhas operatória, bem como as que afetam o complexo da articulação têmporo-mandibular(ATM) e promover acertos ortopédicos.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que é Ortodontia Lingual




É a técnica ortodôntica em que o aparelho fixo é colado na face interna dos dentes. Como estas ficam em contato com a língua, são chamadas de faces linguais. Daí o nome Ortodontia Lingual e Aparelho Ortodôntico Lingual. Abaixo, você pode ver algumas imagens do aparelho:

  • A principal vantagem é estética. Como os brackets são colados atrás dos dentes, ficam praticamente invisíveis e ninguém percebe que você faz tratamento ortodôntico.
  • Outra vantagem é o fato de não projetar os lábios para frente, evitando alterações no perfil da face, ao contrário do que faz o fixo convencional.
  • Apesar do acúmulo de resíduos durante as refeições ser igual em ambos, no lingual eles não aparecem e o usuário se sente mais seguro para conversar durante um almoço de negócios, por exemplo.

sábado, 10 de julho de 2010

Dentistas Propõem tratar Cáries Deixando-a Intacta




Um grupo de dentistas brasileiros propõe uma forma diferente de tratar pacientes com cárie. Baseados em pesquisas nacionais e mundiais, eles afirmam que não é necessário retirar completamente o tecido cariado do dente, como é feito tradicionalmente, e que, em alguns casos, a cárie pode até ser deixada intacta, apenas coberta por uma vedação.
São pesquisadores que fazem parte de uma corrente chamada odontologia minimamente invasiva, que propõe, entre outras questões, a retirada da menor parte possível de tecido dentário --é esse, aliás, o argumento para a mudança na forma de tratamento das cáries.
"O método convencional traz um desgaste desnecessário da estrutura dentária, que não pode mais ser reparada. A nova vertente traz evidências de que podemos remover menos tecido", diz o dentista José Imparato, que coordena um grupo de pesquisa em técnicas de mínima intervenção na USP (Universidade de São Paulo). Ele apresentará uma das técnicas no 28º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que ocorre no fim de janeiro.
Segundo Marisa Maltz, professora titular de odontologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o problema de remover muito tecido é que o dente fica menos resistente. "No caso de lesões pequenas, a remoção deixa o dente mais frágil, mais sujeito a fratura. No caso de uma cárie mais profunda, pode levar à exposição da polpa [tecido mais interno do dente], o que requer um tratamento de canal, mais complicado", afirma.
De acordo com os dentistas entrevistados, muitas vezes é necessário fazer outras intervenções no mesmo dente, e aí o desgaste só piora.
A proposta é, no caso de lesões mais profundas, retirar apenas a parte mais externa da cárie, mais infectada, deixando a parte interna e fazendo a restauração logo depois. O grupo da USP propõe ainda, em lesões mais superficiais, não retirar nada da cárie e envolvê-la com um selante --fluido que normalmente é usado apenas para prevenir o problema.
A ideia é que a restauração ou o selante vedem a cárie e impeçam sua progressão, criando uma barreira para a chegada de nutrientes às bactérias.

Segundo Imparato, diversos estudos atestam a vantagem da técnica --entre eles, uma revisão de 529 pesquisas publicada em 2006 que mostrou que a remoção parcial da cárie não prejudica o dente e tem resultado semelhante ao da remoção total, com a vantagem de preservar mais tecido. Além dos grupos de Imparato e de Maltz, há grupos de pesquisa nessa área em universidades de Belo Horizonte e Ponta Grossa.
O novo tratamento não é consenso e enfrenta resistência por parte de alguns profissionais da área. "Os dentistas se incomodam muito em deixar cárie. Eles aprenderam a agir da forma convencional. Eu, durante muito tempo, ensinei isso também, mas a ciência mostra novos caminhos. Estamos iniciando uma mudança de conceitos", diz Imparato.
Segundo ele, os próprios pacientes se assustam com a prática e muitas vezes acham que o dentista que a aplica é um mau profissional.
Para Norberto Francisco Lubiana, ex-presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a retirada do tecido cariado não é um problema. "Depende do tamanho da cárie e do tipo de material restaurador, mas, se a lesão for substituída de uma forma boa, não leva a nenhum risco", afirma.
Ele diz que o tratamento preconizado pela odontologia minimamente invasiva é uma tendência e é válido, mas afirma que ele ainda não é ensinado nas universidades. "Na graduação, o comum é recomendar a remoção de todo o tecido."
Fonte:Equilíbrio da Folha de S.Paulo

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eu posso usar aparelho Ortodôntico?



A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a má-oclusão (dentes tortos) como o terceiro maior problema odontológico de saúde pública em todo o mundo.
A Ortodontia é a especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos cedo, devido à cárie ou a doenças da gengiva. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.
O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.
Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento da maxila e da mandíbula. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.

Qual a melhor idade para uma consulta com o Ortodontista ?
A partir dos seis e sete anos já é uma boa idade para a avaliação da dentição. Uma consulta nesta idade permite que o Ortodontista planeje qual a melhor época de iniciar o tratamento. É importante saber que podemos colocar aparelho Ortodôntico em qualquer idade. Também é muito bom saber que os problemas de dentes tortos são mais fácil e rapidamente tratados durante a fase de crescimento.
Estudos indicam que os ossos da face também crescem em função do seu uso, ou seja, quando mastigamos bem os alimentos promovemos um correto e harmonioso crescimento dos ossos do rosto. Até os 5 anos de idade o rosto cresce quase o seu tamanho final, assim, é durante a 1ª infância que se encontra a importância de uma correta mastigação, bem como evitar chupar dedo ou chupeta para prevenir problemas no futuro.
Como saber se preciso de um ortodontista?


Apenas seu Dentista irá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico.
• Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:
• Sobremordida, algumas vezes chamada de "dentes salientes" - acontece quando os dentes superiores se encontram muito mais à frente que os dentes de baixo.
• Mordida cruzada anterior - uma aparência de "bulldog. Quando a arcada inferior está muito à frente em relação à arcada superior.
Mordida cruzada - ocorre quando a arcada superior não encaixa na arcada inferior ao morder normalmente.
• Mordida aberta - quando existe um espaço entre as mordida dos dentes anteriores ou laterais.
• Desvio de linha mediana - ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
• Diastema - falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
• Apinhamento - ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária.

Aparelhos ortodônticos causam manchas ou cáries nos dentes?
Não. Estes problemas só ocorrem nos pacientes que não tem uma boa escovação durante o tratamento. Todos os pacientes recebem instruções sobre como fazer a limpeza dos dentes e do aparelho e como manter uma alimentação adequada durante o uso dos aparelhos.
Qual o melhor: aparelho fixo ou aparelho removível ?
Os dois tipos de aparelho funcionam bem desde que corretamente indicados. Normalmente os aparelhos removíveis são usados quando ainda temos dentes de leite na boca. Por outro lado o paciente que utiliza o aparelho fixo deve tomar maior cuidado com a alimentação e com a higiene bucal.
É necessário extrair dentes permanentes?
Algumas vezes a extração de dentes permanentes se faz necessária, principalmente naqueles casos em que há falta de espaço para a acomodação de todos os dentes no arco. O resultado deve ser um perfil harmonioso, agradável, com lábios contactados, sem esforço
muscular e perfeita harmonia dentária. Quando bem indicadas, as extrações não trazem prejuízo algum ao paciente.
Existe a possibilidade de os dentes retornarem à posição original após tratados?
À posição original, não. Podem ocorrer pequenas acomodações pós-tratamento, que podem estar ligadas ao crescimento e às alterações funcionais. Essa tendência é normalmente bem controlada e minimizada através de um bom planejamento, de perfeita execução da técnica ortodôntica, bem como da utilização correta dos aparelhos de contenção.

O Tratamento Ortodôntico pode apresentar-se com quatro fases:
1.Fase Preventiva
2.Fase de Interceptação
3.Fase Corretiva
4.Fase Reabilitadora


A primeira fase, chamada PREVENTIVA, abrange a idade de 3 a 6 anos. Na verdade não é possível prevenir ortodonticamente nenhum caso, mas existem procedimentos que, sendo realizados, são capazes de reduzir ou evitar a severidade do problema ortodôntico, já detectada nesta fase.
A segunda fase, na dentição mista – período de 7 a 10 anos – é geralmente referida pelos ortodontistas como fase de “Interceptação”; outros preferem o termo INTERCEPTATIVA. Nessa fase procura interromper o desenvolvimento dos dentes tortos ou direcionar a troca correta dos dentes de leite pelos dentes permanentes.
A terceira fase, chamada de CORRETIVA. No sexo feminino essa fase tem início mais ou menos aos 11 anos e termina aos 14, ao passo que no masculino abrange um período mais amplo de 11 a 17 anos. Ela apresenta como fator positivo a fase de crescimento aliado ao tratamento.
Sabemos que o sexo feminino, em média aos 14 anos apresenta o completo crescimento da mandíbula. Por outro lado, o sexo masculino tem sua fase de maturação mandibular mais tardia – por volta dos 17 anos. Na Ortodontia, toma-se como ponto de partida para o tratamento a regularização da mandíbula, para depois relacionar a maxila.
Desta forma é correto pensar que a mulher aos 14 anos e o homem aos 17 anos são considerados esqueleticamente adultos e, portanto, sem crescimento significativo.

Por fim, a quarta fase, conhecida como REABILITADORA. É totalmente voltada para o Tratamento Ortodôntico do Adulto, quando não se considera mais o crescimento ou alguma outra alteração fisiológica significativa. Nesta etapa a meta principal é reabilitar as arcas dentários. Pode também, se for o caso, prepará-las para a fase protética. O tratamento Ortodôntico do adulto pode ter a finalidade de reabilitar deficiências, melhorar o aspecto estético, reconstruir perdas ou falhas operatória, bem como as que afetam o complexo da articulação têmporo-mandibular(ATM) e promover acertos ortopédicos.
Dr. Guilherme Carvalho
Cirurgião Dentista
Twitter: @GuilhermeOrto

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Prevalência da má oclusão em escolares da rede publica do município de Manaus, AM


Com o objetivo de determinar a prevalência da oclusão normal e da má oclusão em escolares de 7 a 11 anos, de ambos os gêneros, na rede estadual de ensino da cidade de Manaus, Amazonas; e estudar possíveis diferenças existentes entre os gêneros, obtendo assim, dados que possam servir de orientação a programas de saúdes dentárias realizou-se levantamento das escolas públicas estaduais e o número de alunos que nelas estudavam.
De cada zona administrativa de Manaus foi selecionada uma escola com oferecimento de educação até a 4ª série do ensino fundamental e com características semelhantes entre si em relação ao número de alunos. No total, foram examinados 957 alunos, independente de gênero e etnia, advindos de seis Escolas da Rede Estadual, com idade entre 7 a 11 anos.
Os dados obtidos mostraram que dos 957 escolares, 630 eram portadores de má oclusão, resultando numa prevalência de, aproximadamente, 66%, sendo que para portadores de oclusão normal, esta prevalência foi de 34%. Não houve diferença significativa entre os dois gêneros quanto à má oclusão.
Assim ficou evidente o elevado índice de má-oclusão na faixa etária estudada, o que denota a importância da adoção de medidas estratégicas de combate a esse problema. A criação de um programa de conscientização da população, e a realização de medidas interceptativas para a prevenção de oclusopatias, é sugerida para assegurar a superação deste problema de saúde pública.

Autores do trabalho:
Maria Eliana Cruz de ALMEIDA
Mario VEDOVELLO FILHO
Silvia Amélia S. VEDOVELLO
Adriana LUCATTO
Aline Tralde TORREZAN

Pesquisa publicada na revista RGO, Porto Alegre, v. 55, n.4, p. 389-394, out./dez. 2007

terça-feira, 16 de junho de 2009

Coca-cola desgasta o dente – um alerta simples


Com o decréscimo da prevalência de cárie a partir dos anos 60, a preocupação com a perda dos dentes tem-se voltado para outras causas, entre as quais se inclui a erosão dental.
Erosão dental pode ser definida como o resultado físico de uma perda das partes duras da superfície dental provocada por ácidos ou quelantes, sem o envolvimento de bactérias.
O agravante é que a erosão dental pode ter conseqüências catastróficas para a saúde bucal. Perdas de tecido podem resultar em sensibilidade, dor e má aparência. Em acréscimo, o tratamento restaurador do esmalte ou dentina perdidos é difícil, oneroso e requer contínuo acompanhamento.
Os fatores responsáveis pela erosão podem ser de causas externas, internas ou desconhecidas.
O caso de fatores externos podemos dizer que seria é o resultado de ácidos de origem externa, por exemplo, o contido nos refrigerantes. Internos são os ácidos produzidos por secreção gástrica, regurgitação e refluxos recorrentes. Idiopáticos são ácidos de origem desconhecida.

Com relação à capacidade da saliva de reparar as alterações minerais provocadas pela Coca-Cola, os resultados de um trabalho de pesquisa do Prof. Jaime Cury mostrou que, embora tenha havido um aumento significativo da dureza tanto do esmalte como da dentina, a eficiência não foi total.
Dois aspectos fundamentais devem ser destacados. Primeiro, que a porcentagem de recuperação de dureza do dente foi inversamente proporcional à freqüência de ingestão do refrigerante, ou seja, quanto mais se bebe coca-cola mais o esmalte dentário é desgastado pelo acido do refrigerante. Segundo, apesar de a saliva ter a capacidade de reendurecer o esmalte, seu efeito foi limitante. Deste modo, quando da ingestão de Coca-Cola, sempre haverá uma perda líquida de minerais da superfície dental. Isto é decorrente do fato de o pH da Coca-Cola (2,29) ser inferior a 4,0 ocasionando de perda de mineral da superfície do dente ocasionando uma erosão no esmalte.
Assim, conclui-se que em função da natureza do fenômeno de erosão somente medidas de promoção de saúde bucal poderiam contribuir para o seu controle.
Deste modo, a orientação para reduzir a freqüência de contato dos dentes com refrigerantes Coca-cola em especial, alimentos ácidos ou medicamentos é o conselho mais lógico e efetivo.

Ortodontia - sempre prevenir



Após a complementação da dentadura decídua (de leite), a criança não deve mais apresentar hábitos de sucção, uma vez que, nessa idade, o instinto de sucção deve ser substituído pelo de morder e pegar. O prolongamento da fase oral não é fisiológico e hábitos perpetuados além dessa fase tornam-se deletérios. O hábito de sucção deletério contribui como fator etiológico em potencial na deterioração da oclusão e pode transformar-se em hábito nocivo, de acordo com a freqüência, intensidade e duração do movimento, pré-disposição individual, idade e, também, de acordo com as condições de nutrição e, conseqüentemente, de saúde do indivíduo.
A prevenção da má oclusão (dentes tortos) é considerada uma alternativa para ao Tratamento Ortodôntico, uma vez que os tipos de más oclusões mais comuns são condições adquiridas, atribuídas a uma dieta pastosa onde a criança não necessita mastigar, a problemas respiratórios e a hábitos bucais deletérios como, por exemplo, chupar dedo, roer unha, chupar chupeta até uma idade mais avançada, entre outras.
Muitos programas preventivos e interceptadores devem ser realizados o mais precocemente possível, visando manter o equilíbrio do desenvolvimento da boca, dentes e da face como um todo ou restabelecer os padrões de normalidade de crescimento.